ASBAG

Asbag - Associação Brasileira de Asma Grave

Você já conhece nossa história?

Em dezembro de 2015 surgiu um grupo de apoio à asmáticos no Brasil, onde pacientes, cuidadores e familiares trocavam informações, conhecimentos e dicas sobre a doença com muita qualidade. Diante da necessidade de multiplicar as ações e conhecimentos para mais pessoas, em Abril de 2018 surgiu a ASBAG, a partir da união membrosdo grupo e pacientes asmáticos, asmáticos graves e familiares engajados com uma causa em comum, divulgar conhecimento e informação sobre Asma e Asma Grave. Ser a primeira Associação do País a representar pacientes com Asma Grave, a Associação Brasileira de Asma Grave, passou a ter também como principal objetivo levar apoio as famílias sobre a doença, buscar a inclusão e melhoria no tratamento, com criação de projetos que viabilizam políticas públicas a favor da Asma. Dando assim, início à atividades e divulgação de conteúdo em redes sociais.

Buscando dar continuidade a esse trabalho, antes que o ano de 2018 terminasse, tivemos a oportunidade de parceria com a Casa Hunter, maior Associação de Doenças Raras do País. Que hoje, nos proporciona consolidar projetos e assistencialismo à pacientes com a qualidade e excelência que a ASBAG sempre visou. Passeie por nossa página e conheça mais de nossas ações para o ano de 2019.

Juntos, podemos ser muito mais fortes que a Asma!

As melhores publicações em Asma, resumidas de forma prática para você

O ano de 2018 foi o ano da fundação da ASBAG. Dividimos muita informação com você a cada publicação. Nesta página você terá acesso à todas elas, de forma prática.

Informações, curiosidades e notícias que realmente agregam no seu conhecimento em Asma, Asma Grave e Saúde em geral.

Aproveite!


1CUIDE DA SUA ASMA COMEÇANDO PELA ALIMENTAÇÃO

“Excesso de gordura corporal e alimentação baseada em gorduras trans e açúcares, estão comprovadamente relacionados a maior incidência de inflamação crônica das vias aéreas (Asma) e doenças cardiovasculares!”

Um estudo Coorte desenvolvido por pesquisadores da Dartmouth-Hitchcock Medical Center (EUA) e publicado em 2013 no American JournalofCardiology, relacionou o aumento da gordura corporal à doenças cardiovasculares, isso porque de 1528 pessoas com peso normal avaliados no estudo, porém com alto índice de massa corporal gorda 902 morreram durante os anos de estudo, sendo que 419 por doença cardiovascular.

É sabido que açúcares e gorduras trans são os maiores responsáveis pelo aumento de massa gorda no organismo. Os açúcares adicionados à dieta, por exemplo, aumentam as chances de obesidade, diabetes, doença hepática gordurosa, câncer e até doença renal crônica. Já a Gordura Trans, além de diminuir o colesterol bom (HDL), ainda aumentam os marcadores inflamatórios, como a Proteína C Reativa, o fator de necrose tumoral (TNF) e as interleucinas6 (IL-6) que são ligadas ao controle da inflamação crônica das vias respiratórias também, levando ao descontrole ou desencadeamento da Asma!

Portanto, é imprescindível que todo Asmático, assim como qualquer indivíduo, cuide de sua alimentação.

Uma alimentação baseada em grãos, verduras, frutas e carnes brancas, pode ser uma grande aliada ao seu tratamento convencional da Asma.

Procure um Nutricionista, e melhore hoje mesmo sua qualidade de vida! Cuide-se! Cuide de quem você ama!

2ASMÁTICO E ASMÁTICO GRAVE PODEM DOAR SANGUE?

Já ouviu falar que asmático não pode doar sangue? Pois bem, hoje escrevemos para esclarecer esta dúvida!

Existe uma portaria de Normas Nacionais e Internacionais de triagem para doação de sangue. No site da Fundação Pró-Sangue, principal canal de coleta de sangue do País, há disponível os requisitos completos para este ato de amor e empatia com o próximo, conforme esta portaria de forma atualizada! Onde nele não há registro como critério de exclusão a Asma ou Asma Grave!

É comum também termos dúvidas quanto ao uso de medicações no período da doação. De um modo geral a medicação não funciona como um empecilho, mas é necessário informar no ato o uso, e o motivo pelo qual está fazendo uso. Por exemplo, quem está tomando antibiótico não deve doar sangue porque está acometido de infecção. Anti-inflamatórios não interferem em nada, já quem faz uso de medicamentos a base de Aspirina (AAS) deve informar, pois a mesma interfere na ação anticoagulante do sangue, e pode acabar por ser descartada a amostra posteriormente.

Portanto, Asmático e Asmático Grave, PODEM doar sangue estando com seu quadro clínico estável. Só estão impedidos aqueles que assim estiverem com quadro clínico grave, com sua Asma sem controle, por medidas de segurança e bem estar do paciente doador!

No dia seguinte à sua doação, se todos os testes forem negativos, seu sangue estará no braço de alguém ajudando a salvar até 4 vidas! Doe!!

Leia as normas completas em:
http://www.prosangue.sp.gov.br/artigos/requisitos_basicos_para_doacao.html

3SABE USAR ADEQUADAMENTE O SEU DISPOSITIVO INALATÓRIO PARA O TRATAMENTO DA ASMA?

O manejo adequado do dispositivo tem total correlação a uma inalação adequada e consequentemente a absorção da dose necessária da medicação.

Se você Asmático, ou seu filho (a) possui alguma dificuldade em usá-lo, aproveite a consulta com seu Pneumologista para tirar todas as dúvidas em relação a esse uso! Aprenda junto com seu médico, demonstre como você utiliza, escolha junto com ele um dispositivo que mais lhe traga segurança, de acordo claro com a medicação prescrita e dosagem!

Em crianças e idosos, recomenda-se sempre o uso de espaçador, para uma melhor aspiração do medicamento! Adultos também podem optar pelo espaçador!

Por um tratamento adequado!! Por uma Asma Controlada!! Pelo direito de respirar bem!!

4O QUE É A TAL DA ADENÓIDE?

Adenoide é o nome de um conglomerado de tecido linfoide, que se localiza na rinofaringe, região situada atrás das cavidade nasal e acima do palato mole (céu da boca). A adenóide também é conhecida popularmente como carne esponjosa, constitui um mecanismo de defesa contra a invasão de agentes estranhos ao organismo.

Adenoide não é o nome de uma doença, assim como as amígdalas (ou tonsilas palatinas), elas são órgãos que fazem parte do sistema imunológico e produzem anticorpos. O aumento da adenóide, ou hipertrofia da adenóide, este sim pode ser considerado um problema de saúde, pois causa obstrução nasal e ronco.

A atividade imunológica da adenóide ocorre durante os primeiros anos de vida, diminuindo de importância à medida que a criança cresce. Aparentemente após os 6 anos de idade essa função cessa completamente. Apesar das prováveis funções descritas acima, já está claro que os pacientes submetidos a cirurgia de remoção das amígdalas e adenoides não apresentam nenhuma diminuição em sua imunidade nem aumento da frequência de infecções no futuro.

Em alguns casos pode ser indicada a retirada cirúrgica da adenoide, mas essa indicação se restringe aos casos de adenoide muito volumosa e persistente após o tratamento clínico.

Não se esqueça: nunca se automedique. Consulte seu médico para saber a real necessidade de uma cirurgia de adenoide e/ou amígdalas.

Fonte: Dr Aguilar Rodrigues
Otorrinolaringologista

As adenoides, que não são visíveis quando a pessoa abre a boca, aumentam de volume nos primeiros anos de vida, mas começam a regredir por volta dos 6, 7 anos de idade. Como nariz, garganta e ouvido se comunicam internamente, as adenoidites (processo inflamatório) de repetição ou hipertrofia das adenoides (crescimento muito rápido), além de prejudicar a respiração, podem obstruir a abertura da tuba auditiva (ou trompa de Eustáquio), um canal de comunicação entre o nariz e a orelha média, e gerar complicações como otites e perda auditiva.

Em geral, episódios de hipertrofia das adenoides e adenoidites estão associados à infecção das amídalas.

Que podem ter relação com a asma, uma vez que a inflamação ou o agente causador do aumento momentâneo da adenóide, (vírus ou bactéria) atinja outras áreas do sistema respiratório, desencadeando a inflamação crônica das vias aéreas, a asma.

Procure um especialista, Otorrinolaringologista!

5FAZ DIFERENÇA NO USO DA BOMBINHA INALATÓRIA COM ESPAÇADOR OU SEM?

Vamos entender melhor...

As bombinhas de propelente, de medicações inalatórias, são comprimidas em pequenas partículas que variam de tamanho de acordo com a sua composição e fabricação. Vão de 5mcp à 10mcp. (Micropartículas).

Porém as nossas vias respiratórias que se iniciam na narina e vão até os alvéolos pulmonares, possuem um calibre específico (largura), para que a medicação inalatória tenha o efeito desejado, é necessário alcançar os menores brônquios (bronquíolos) e os alvéolos. O calibre destas menores vias só permite que componentes de até 5mcp acessem nossos alvéolos pulmonares.

Desta forma, uma revisão sistemática de 2015 concluiu que os uso de corticóidesinalatorios (pela boca) garantia apenas a entrega de 20% da medicação comprimida, os outros 80% se estacionam em toda orofaringe e sistema digestivo. Por não serem capazes de alcançar as menores vias.

Assim, foi comparado o uso de corticóides inalatórios com espaçador e sem espaçador. Concluindo que quando usado o espaçador a garantia de entrega da medicação nas menores vias aumenta para 80 à 90% da dose.

Pacientes adultos que fazem o uso de espaçadores relatam melhora dos sintomas de imediato.

A indicação de uso de espaçadores em crianças sempre foi comumente, pela dificuldade em aspirar da forma correta a medicação. Porém levando em consideração estes dados; é possível pensar nesta indicação para todo paciente asmático.

Algumas medicações mais atuais já são fabricadas de forma que as partículas comprimidas não ultrapassam 5mcp, o que facilita o uso e garante a inalação correta.

O fato, é que o uso do espaçador ainda trás mais benefícios, o uso recorrente ou contínuo da medicação pode ocasionar candidiase bucal, sapinhos, alguns estudos relacionam até esofagites ao uso de corticosteróides inalatório, quando aspirado pela boca.

Fazendo o uso com espaçador, com máscara, inalando pelo nariz, diminui-se esterisco.

A higiene bucal não é dispensada com o uso do espaçador, mas ajuda e muito!

Portanto o uso de espaçadores se faz benéfico tanto para uso de bombinhas de manutenção quanto para bombinhas de resgate (alívio), pela maior garantia ou eficácia de aspiração da medicação.

6VOCÊ SABE O QUE É AIE - ASMA INDUZIDA PELO EXERCÍCIO?

Asma induzida pelo Exercício, como o próprio nome já diz, se trata da obstrução da via respiratória induzida pelo Exercício físico em pessoas que possuem diagnóstico de Asma. Existe outra terminologia chamada de BIE que se refere à Obstrução Induzida pelo Exercício, em pessoas que não possuem diagnóstico de Asma, que mantém a atividade respiratória comum em repouso. Ambas podem se cruzar nos diagnósticos, pois se trata dos mesmos sintomas e reações pelo mesmo motivo.

Pesquisadores afirmam que as causas da Asma induzida pelo Exercício, resumem-se em duas:

Térmica; quando há um esfriamento das vias aéreas, e seguida após o exercício, o aquecimento das vias. Causando uma hiperemia reativa da vascularização (aumento da concentração de sangue) edemaziando as paredes da via aérea. Muitos de nós quando praticamos exercício físico não controlamos a respiração, hora inspiramos pela boca, hora pelo nariz. E a inalação de ar pela boca, não garante um ar aquecido e filtrado! Sem contar da escolha de um dia frio para esta atividade. Cerca de 35% dos atletas que praticam esportes no gelo e 17% dos atletas olímpicos de inverno desencadeiam a Asma Induzida pelo Exercício, segundo um estudo publicado em 2013 sobre AIE na MedSci Sports &Exercise.

Osmótica; outra causa de AIE também se faz a partir da desidratação das vias aéreas. A perda excessiva de água pelo trato respiratório, causada pela inalação de ar seco durante o exercício, aumenta a osmolaridade dos líquidos periciliares (alteração transitória/momentânea da dissolução das partículas presentes no líquido das vias aéreas), liberando mediadores químicos responsáveis pela contração da musculatura brônquica ( crise de Asma).

Desta forma, a inalação de ar seco e poluído também é prejudicial ao nosso pulmão. Principalmente durante a atividade física, sem orientação de um profissional.

Os sintomas de Asma induzida pelo Exercício variam entre: tosse durante ou após o exercício, sibilo (chiado), aperto no peito durante ou após o exercício, falta de ar durante o exercício e após. Estes sintomas podem surgir durante e até 4 horas após o exercício. Muitas vezes podem ser confundidos com falta de condicionamento físico.

Existe um exame a se diagnosticar a AIE, através de um Teste de Exercícios seguidos de Espirometria.

Se você é asmático, procure um profissional experiente em Asma, seja seu Médico pneumologista ou Fisioterapeuta antes de pensar em iniciar uma atividade física regular. Peça orientações.

Leve sempre em consideração o uso de broncodilatador inalatório prescrito pelo médico, antes e após a atividade física. Sempre se hidratar bem, leve sua garrafinha de água. E aprender a controlar a respiração é imprescindível.

7ÔMEGA 3 e ASMA

Um estudo realizado em 2017 por um grupo científico norte-americano Rochester Medical Center, conseguiu concluir que a gordura de peixe Ômega 3, é capaz de reduzir os níveis de IgE no sangue, a incidência de Sibilância e Asma em pacientes portadores da Asma.

Mais um aliado no tratamento da Asma e melhora dos sintomas!!

Ainda sim, se faz necessário ser criterioso com o uso do Ômega 3. O material usado no estudo trata-se de um produto concentrado de alta qualidade. Desta forma, algumas marcas encontradas hoje no mercado podem prometer a mesma qualidade e não possuir.

As principais fontes de Ômega 3 natural são peixes como: salmão, atum, cavala. E ainda podemos encontrar também em óleos vegetais como os derivados da linhaça, nozes, e sementes de chia.

A cada descoberta, uma vitória!!

8QUALIDADE DO SONO EM PACIENTES COM ASMA

Você tem uma boa noite de sono?
Entenda a relação do sono e a Asma.

Um estudo realizado por pesquisadores da UFBA, publicado na Revista Oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia - ASBAI em 2015, concluiu a relação da qualidade do sono em pacientes asmáticos.

O controle da Asma é considerado a partir de fatores determinantes como: o mínimo de uso de medicações de resgate, mínimas doses de medicamentos de manutenção, função pulmonar normal ou próximo deste resultado, e ausência de exacerbações utilizando o mínimo de medicações.

É possível relacionar o descontrole da doença com exacerbações noturnas, pacientes que passam a ter crises noturnas ou despertar noturno, certamente estão sem controle total de sua Asma.

Mas há motivos para que isso aconteça.

É esperado, no ponto de vista fisiológico, que em indivíduos saudáveis, durante o sono diminui-se cerca de 10 a 15% da ventilação pulmonar por diversos fatores. Já em Asmáticos essa perda de ventilação aumenta para 30 a 50%, vários são os motivos para esta diminuição da ventilação, como redução da taxa metabólica basal, aumento da resistência da via aérea superior, perda de estímulo da vigília para respirar, entre outros fatores.

Comorbidades relacionadas à Asma também motivam as alterações de sono em Asmáticos, como: rinites alérgicas, apneia do sono, refluxo gastroesofágico e obesidade, ou alterações do sono não relacionadas com a respiração. O uso exagerado de medicações de resgate também leva o paciente à agitações e latências noturnas.

Toda essa relação de causas que afetam a qualidade do sono, afetam diretamente no controle da Asma. O sono instável gera frequente sonolência diurna, cansaço, estresse físico, ocasionando alterações metabólicas que possuem total ligação com o controle também metabólico dos sintomas da Asma.

Por isso ressaltamos a importância de identificar fatores de comorbidades, gatilhos de sua Asma, e tratar corretamente, evitando assim o uso exagerado de medicações de resgate ou aumento das doses para controle e manutenção.

Cuide-se! Durma bem!!